Archive for the 'Sem categoria' Category

Douglas – Designer gráfico e… jornalista?

Comecei a fazer minha arrumação anual do quarto essa semana. Jogando muita coisa velha fora, guardando umas relíquias… Um pouco de nostalgia e muito de alergia.

Mas não é sobre isso que eu quero falar, mas sobre um cartão que achei.

Pra quem não sabe, sou designer gráfico, formado pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Ano passado conheci um sujeito, simpático, gente fina, designer também, mas sem formação acadêmica. Hoje achei o cartão dele, bem bacana, escrito “Designer gráfico”. E ele é designer. Não tenho nada contra.

Mas eu fiquei pensando… Não precisa diploma para ser designer, e agora, não precisa diploma para ser jornalista. Eu poderia muito bem fazer um cartão escrito “Douglas Domingues – Designer gráfico e jornalista”. Experiência? Ah, eu escrevo sempre, já fiz uns fanzines, deve contar… O mais bacana é: quem pode contestar?

Então, pra cada profissão não regulamentada, eu posso adicionar outra atividade no meu cartão, por mais que eu não tenha experiência. Incrível!

Douglas Domingues - Designer gráfico, jornalista, dançarino, acupunturista, músico, prostituto, arquivista, barista, analista de sistemas e etc, muitos etc.

Sacolas plásticas…

Sacola plástica

Esses dias tava esperando um ônibus passar quando eu vi uma sacola plástica voando. Aquilo me fez pensar… E muito.

Algumas pessoas dizem que George Carlin é um humorista gênio, mas que eu acho que é um gênio humorista. Muito famoso por suas apresentações de stand-up comedy, livros e shows gravados em cd. Numa de suas últimas apresentações, pra HBO, ele falou sobre a sacola plástica.

Como ele bem observou, é muito pretensioso dizer que o ser humano vai acabar com a Terra, que já tem quase CINCO BILHÕES DE ANOS. Espécies animais e vegetais entram em extinção todos os dias, e já entravam bem antes dos humanos andarem em pé e cagarem em porcelana. Se alguma coisa está marcada pra acabar, é a humanidade.

As instituições pró-ambiente adoram atacar as sacolas plásticas, por que elas demorar um tempão pra se deteriorar. Mas George Carlin cogitou: E se o planeta só criou os humanos por que não sabia sintetizar sacolas plásticas? E se esse é o objetivo da existência da humanidade?

Parecia só uma piada, até o dia que eu estava esperando um ônibus passar quando eu vi uma sacola plástica voando.

Na minha opinião, uma sacola plástica voando tem mais beleza que a maior parte das poesisas e obras de arte que existem. E eu não estou falando de arte moderna e contemporânea. Pra mim, uma sacola plástica voando tem tanto encanto quanto uma estátua de Michelângelo. É muitíssimo mais formoso que um aviãozinho de papel voando. A forma que o vento guia a sacola, que ela torce e retorce, o ritmo que acelera e desacelera, o jeito que sobe e desce, as vezes tocando o chão, as vezes chegando bem alto… é hipnótico observar.

Conversando com meu grande amigo Miagui Engano, a gente teve uma ideia bacana… Se o plástico demora taaanto tempo pra se deteriorar, uma boa maneira de prolongar nossa passagem tão rápida pela Terra é espalhar nossos plásticos por aí. A gente combinou de pesquisar qual o tipo de plástico MENOS bio-degradável e aprimorar a ideia.

E vivam as sacolas plásticas! Pelo menos mais que a gente elas vão viver…

P.S.: Lembrei também do Macedusss, um dos loucos mais bacanas da internet, que se auto-declarou um Jesus ateu que se auto-criou dentro do útero do fogo do inferno. Ele fundou a “Igreja Dogmática dos Céticos que Usam Saco Plástico na Cabeça”, que sobrevive ainda hoje no Orkut. Veja aqui.

Me indica um artigo

Começo de curso na universidade, o pessoal empolgado, uma menina da minha sala manda um e-mail pedindo a indicação de um artigo bacana. Eis a minha resposta.

Olha, de todos os artigos que eu li, o que eu mais gostei foi o “uma”. Eu conheço vários: o, a, os, as, um, uma, uns, umas. O “uma” tem uma sonoridade interessante, e ainda por cima é do gênero feminino, o que torna as coisas mais interessantes, né? E eu também gosto da subjetividade do artigo “uma” por que ele é um artigo indefinido… Isso abre mil possibilidades… Eu já vi esse artigo precedendo substantivos maravilhosos e fantásticos! Sem dúvida, se eu tenho que eleger o melhor artigo que eu li até hoje, na língua portuguesa, é o “uma”. Um primor de artigo.

Duubhglas

P.S.: Viajei?!

Enredos, parte 1

Enredo (ou trama) é a espinha dorsal de uma narrativa. Pode ser definido como uma sucessão de acontecimentos que constituem a ação, em uma produção literária (história, novela, conto etc.).

Alguns amigos já sabem que o meu sonho é viver produzindo filmes trash. Como eu costumo dizer, trash na temática, impecável na técnica.

Estudando cinema, eu me deparei com vários pesquisadores que se questionaram se todas as histórias, todos os enredos, não podem ser reduzidos a alguns poucos padrões. Existem grupos com 4, 20, 36 e diversos agrupamentos.

Um dos que mais me agradou foi o de Ronald Tobias. Como estudo, eu tô traduzindo um dos textos dele, colocando depois de cada tema, um exemplinho trash. Tomara que sirva pra alguém pra alguma coisa.

Vou dividir em 2 ou 3 postagens.

20 enredos de mestre, de Ronald Tobias

Busca – Aventura – Perseguição – Resgate – Fuga – Vingança – Enigma – Rivalidade – Desvantagem – Tentação – Metamorfose – Transformação – Amor – Amor proibido – Sacrifício – Descoberta – Excesso – Ascensão – Decisão

1 – Busca – O enredo envolve a busca do protagonista por uma pessoa, lugar ou coisa, tangível ou intangível (mas deve ser quantificável, então pense nisso como um pronome, por exemplo, imortalidade).

Exemplo: Um jovem vesgo busca por um desentortador de olhos.

2 – Aventura – Este enredo envolve o protagonista em busca de fortuna, e sendo que a fortuna nunca é achada em seu ambiente, o protagonista vai buscá-la em algum lugar além do arco-íris.

Exemplo: Uma samambaia de floricultura com pensamentos bélicos se alista no exército em busca de aventura.

3 – Perseguição – Este enredo envolve esconder e procurar, uma pessoa perseguindo a outra, literalmente.

Exemplo: Um invejoso vendedor de churros contrata um assassino para matar seu rival, que antes de vender churros foi um agente da polícia militar.

4 – Resgate – Este enredo envolve o protagonista buscando alguém ou alguma coisa, geralmente consistindo de três personagens principais – o protagonista, a vítima e o antagonista.

Exemplo: O jovem Alfredo desapareceu, depois de sair em uma busca pela cidade perdida de Lambuku, que escondia um grande segredo do beijo grego. Sua namorada pervertida parte em sua busca, mas ela não contava que a Associação do Sexo Careta a perseguiria.

5 – Fuga – Este enredo envolve um protagonista confinado com desejo de escapar (não inclui alguém tentando escapar de seus próprios demônios).

Exemplo: Após o apocalipse-macho, a Terra se tornou uma grande vila lésbica, onde a reprodução é feita apenas por laboratório, gerando apenas fêmeas. Porém, no palácio da rainha Edinanci vivem enjaulados os 3 últimos homens da Terra, que são um búlgaro, um gay e um nerd.

6 – Vingança – Retaliação do protagonista ou antagonista contra o outro por danos reais ou imaginários.

Exemplo: Ananias era o melhor garçom da boate onde os alienígenas disfarçados de humano costumavam freqüentar. Um dia ganha um prêmio, e seu melhor amigo Jonas, por inveja, sabota sua bandeja, e ele é demitido. Ele finge sua morte, troca de nome, trabalha duro, abre um bar e chama Jonas para lá servir, só que tudo na bar é uma grande armadilha para Jonas.

Jesus e Judas e Judas

Uma mulher vê Judas Iscariotis vendendo o segredo da localização de Jesus e manda entregarem um bilhete a Jesus falando que Judas era traira.
Jesus fica todo desconfiado, mas tem dois Judas na mesa!
Começa a rolar uma tensão, do tipo “Vou dar uma prensa no Judas… Mas é esse Judas ou aquele?”.

Moral da história: Ande com amigos que tenham nomes diferentes. Sempre.

Sugestão final: Se não der, arranje apelidos.
Sugestão final 2: Não repita os apelidos também!

Inaugurando o Laboratório, versão 3.0!

Bem-vindos ao terceiro endereço do Laboratório Episcopal Experimental do Papa Duubhglas Juarezzz. Ele começou aqui, depois foi praqui, mas meu lugar é mesmo aqui onde você está, no Delírio Coletivo, junto com meus outros amigos freaks!
Pra inaugurar o novo endereço do Laboratório, vou repetir o texto inaugural do Laboratório em seu primeiro endereço, explicando etimologicamente o nome:

LABORATÓRIO

1 – Local provido de instalações, aparelhagem e produtos necessários a manipulações, exames e experiências efetuados no contexto de pesquisas científicas, de análises médicas, análises de materiais, de testes técnicos ou de ensino científico e técnico;
2 – Lugar destinado a pesquisas e experiências artísticas;
3 – Atividade que envolve observação, experimentação ou produção num campo de estudo ou a prática de determinada arte ou habilidade ou estudo; oficina, workshop.

EPISCOPAL

1 – Trata de assuntos religiosos pra caralho;
2 – Termo que suporta o trocadilho “E pisco o pau”;
3 – Anagrama de “Pepsi Cola”.

EXPERIMENTAL

1 – Relativo a experiência;
2 – Que tem fundamento ou base na experiência, empírico;
3 – Que deriva apenas da experiência;
4 – Que usa experimentação (diz-se de pesquisa, estudo, método etc.).
5 – Ex-peri-mental: significa uma coisa que já foi superficialmente mental.

DO PAPA DUUBHGLAS JUAREZZZ

1- Relativo ao Papa Discordiano (dentre outras funções da Multicabala) Duubhglas Juarezzz (eu).